Imbolc ou Oilmec é um dos quatro festivais religiosos celtas, é também um dos oito sabbats da religião Wicca. É o festival em homenagem à deusa Brigida (Briga, Brigidh e suas variações). É quando a terra está se recuperando do inverno, e o Sol se fortalecendo para a primavera. Época de festas alegres, tochas e fogueias, comidas condimentadas e sucos e vinhos de sabores marcantes. É comemorado tradicionalmente no dia 2 de fevereiro, no Hemisfério Norte, e 1º de agosto, no Hemisfério Sul. É também chamado de Festival da Noiva, é a época de início do processo de aragem da terra e do plantio.

Brighid era representada por três mulheres, Brighid, a poetisa, Brighid, a médica, e Brighid, a ferreira, sendo conhecida com a deusa da Tríplice Chama, pois o fogo alimenta as forjas, esquenta os experimentos dos alquimistas, e incendeia a mente dos poetas.
Brighid é uma das deusas chamadas de pan-célticas, pois fora cultuada por todos os diferentes povos celtas.
Brighid era filha do deus supremo Dagda, e um dos Tuatha Dé Danann. Ela era esposa de Bres, rei dos Tuatha Dé Danann, com quem teve um filho, Ruadán.
Sendo uma divindade solar, seus atributos são a Luz, a inspiração e todas as habilidades associadas ao fogo, ela é a benfeitora da cura interna, fertilidade e da energia vital.
Briga também é retratada com três faces e isso reflete a trindade de ofício ou três poderes, sendo:
A sabedoria, poesia e inspiração divina (Awen).
A Cura, as artes divinatórias e a profecia.
O ofício dos ferreiros e atividades ligadas ao sagrado fogo da forja.
Um dos seus nomes mais antigos é Breo-Saighead (que significa "Flecha de Fogo", "Flecha Certeira", "Seta Brilhante", "Seta Impetuosa") e nisso está contido o seu atributo de Justiça Divina, pois Brigit também está ligada às Leis.
Ela também está relacionada à União, pois se casou com um Fomorian (Tribo inimiga da Tribo de Dannan) e por algum tempo a paz foi presente entre esses povos. Quando seu filho foi morto em batalha, ela foi até o campo lamentar a sua morte. Este fato ficou conhecido como o primeiro caoine (keening = grito desesperador) que segundo as tradições foi um lamento terrível ouvido por toda a Irlanda, algo carregado de tamanha tristeza que seu som era por demais doloroso e assustador para ser ouvido. Seu culto é conhecido em toda a Europa, unindo várias tribos que muitas vezes eram inimigas em adoração a ela.
Como patrona da poesia, filidhecht, ela é a fonte da inspiração e sabedoria ao qual os bardos acessam. Ela é a própria Chama (fogo inspirador), que acende a luz na alma para que a centelha divina se manifeste, e dessa forma as Artes se manifestavam, tanto para a arte artesanal como para a arte poética, as tão temidas poesias que detinham poder, como encantamentos. Sabiam como, quando e de que forma usar as palavras e as moldavam, como uma escultura, uma essência que ganhava forma e tanto poderia ser uma forma de afago ou uma arma. É a mantenedora da cultura, do aprendizado e da sabedoria.