sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Na integra!!!


Carta aberta a Cláudia Leitte

Posted: 28 de setembro de 2011 | Por Felipe Voigt | Marcadores: 
Cara Cláudia,

Tive o desprazer de ler sua postagem sobre as criticas recebidas por seu show no Rock in Rio. E confesso que me assustei com o que li. A forma como a senhora tratou os que a criticaram em nada difere da postura deles. Foi arrogante, se colocou como falsa-humilde que esconde a pseudo superioridade.

Dizer que quem a criticou por sua duvidosa apresentação é gente desocupada é um tanto quanto controversa. Afinal, a senhora mesmo os criticou em seu blog. Talvez também não tenha o que fazer, então...

A senhora não foi respeitada porque não respeitou primeiro. Teve a mesma soberba de outro artista que levou uma chuva de garrafas na edição passada. Chegou querendo impor e se impor, esquecendo-se de que não estava em um terreno “seu”. É fácil ser estrela em uma micareta, mas deve ser foda saber que não era a artista principal da noite no festival em que tocou, não?

Nem todos são tão radicais como a senhora se colocou em seu blog. Em 2001, estive no Rock in Rio III para assistir ao show do Neil Young. Antes, entre outras bandas, assisti a apresentação de Elba Ramalho e Zé Ramalho, notoriamente não-roqueiros. E, sem surpresa alguma, um público de quase 130 mil pessoas aplaudiu, dançou, cantou e respeitou o trabalho de ambos. Tocaram forró, frevo e tudo mais... E por que o público teve esse prazer e respeito? Porque ambos são artistas que, fora dos palcos, possuem carisma, humildade, competência e talento para saber lidar com as diferenças. E respeitaram o público que estava diante deles.

Pois bem: pode-se dizer, aparentemente, que sou um roqueiro ofendido com a forma como tratou aqueles que gostam de rock e não gostam de axé. Ok, assumo meus preconceitos em relação a esse tipo de música. Mas não sou xiita como a senhora se colocou em relação aos roqueiros. Ano passado estive em um show da Ivete Sangalo em minha cidade. Nunca, em sã consciência, iria a um show desse. Mas fui por razões profissionais. E gostei do que vi, mesmo não gostando do ritmo.

E por que gostei? Por causa da forma como a cantora tratou seu público e, principalmente, a maneira como se portou fora dos palcos, respeitando, sim, as diferenças. Nunca vi ninguém conquistar minha simpatia da maneira como dona Ivete conquistou aquele dia. Continuo não gostando de sua música e de seu estilo musical, mas passei a respeitar muito a artista.

Por falar nela, a referida postagem em seu blog apenas levantou a bola na área para que Ivete fizesse um gol de placa e te mostrasse como conquistar outros roqueiros em um festival que leva o nome de “rock”. Mas isso deve doer mais do que qualquer outra critica que nós, reles mortais, possamos desferir em sua leittosa direção.

E só uma dica: não use mais o nazismo como forma de reforçar uma idéia. Isso demonstra falta de argumentos e preguiça mental, pois sabe que todo mundo sempre rechaçará qualquer atitude parecida com a do “ariano”. Lembre-se que o próprio arrastava milhares de pessoas por onde passava, falava com eles de cima de um palco e dizia que quem estava contra ele era ignorante e, provavelmente, não tinha o que fazer na sua doentia concepção. Nesse caso, sua postura não difere muito da do ariano, não... Ele generalizou os judeus, você generalizou os roqueiros. Ambos diante de uma multidão de fãs.

No auge de sua soberba, a senhora chega inclusive a tratar roqueiros como seres desprovidos de inteligência mesmo que remota, já que pede para entrarem no Google e pesquisar sobre o “ariano que se achava superior aos judeus”. Aposto que se fizer uma enquete entre seus fãs, muitos sequer saberão escrever Hitler... quiçá saberão quem foi! Mas o que esperar de alguém que compra um DVD da senhora, não?

Dizer que um roqueiro se acha superior por conhecer Metallica ou Coltrane é o mesmo que se sentir gostosa por fazer um clipe com ex-Menudo recém saído do armário. Quem esfrega o que na cara de quem?

Mas é sempre assim, não? Quem critica o faz por inveja, queria estar no seu lugar, em cima daquele palco, não é? Claro: o mundo inveja Cláudia Leitte... que humildade, que modéstia, que exemplo!

O pior é vê-la criticando os artistas internacionais por atraso, por mostrarem a bunda, por não conseguirem “conciliar a respiração com o canto” – clara alusão à Kate Perry, que NÃO foi vaiada no mesmo dia em que a senhora se apresentou, mesmo ofegante.

Os critica por que? Posso usar sua mesma forma de pensar e achar que está com inveja deles? Olha, acho que posso... Releia sua frase:

“pouco se importam conosco, querem beijar na boca, ir à praia e tomar nossa cachaça, e nós, que pagamos caro para assistir aos seus ‘espetáculos’ em nossa terra, aplaudimos a tudo isso”.


Falou a senhora conhecida por uma música cujo refrão é “eu quero mais é beijar na boca”!

Sinto um enorme ressentimento vindo dessa frase... Porque os que pagaram caro para ver o show dos internacionais também pagaram caro para ver o seu show – e seus outros shows não devem ser baratos, também. Mas eles cobraram mais cachê, não é? Acho que isso que deve doer...

Talvez um dia a senhora consiga alugar um “garden” qualquer pra alavancar sua carreira internacional e, quem sabe, gravar um single com algum desses mesmos artistas que criticou. DUVIDO que vá falar: “não aceito porque você foi ao Brasil, atrasou o show, beijou na boca e bebeu cachaça!”.

Assim como você disse ter gente honesta trabalhando com você, eles também possuem gente honesta trabalhando com eles. Mas a senhora também não respeitou isso...

Enfim: perdeu uma ótima chance de ficar quieta.

PS: se tem mesmo todo esse respeito por Rita Lee, nunca mais faça um show em um rodeio, ok? Não importa o quanto paguem, o respeito que tem por ela não deve ter preço, certo?
Por Felipe Voigt 




Eu não me contendo e aplaudindo  a forma como foi colocada as palavras do  Felipe Voigt, escrevi algo que pode acrescentar algumas coisinhas e de quebra a minha velha e boa opinião.



POR: Emanuella Araújo Moura 
Acredito que o Brasil é maior exemplo de nudez no palco e músicas sem nexo do que qualquer outro país, as modinhas de isso... ou aquilo é o ganha pão de muitos que se dizem “artistas”, porém ela Claudia deveria ter a inteligência de conquistar novos públicos, tratar isso como um verdadeiro desafio e não sair atirando pedras, Não sou radical, mas a exemplo de Ivete, que não sou fã n1, mas a respeito pela sua postura profissional, ela sabe portar-se como o devido respeito, o que custava adaptar um SET LIST e fazer uma apresentação digna do cachê do Rock in Rio. 
E por que criticar tanto quem tava lá, ele num tem noção do significado ROCK IN RIO, Alô... No carnaval diversos roqueiro vão a apoteose do samba esperando ouvir o que ?? SAMBA; quem vai ao carnaval de Salvador quer ver o que? Axé; quem vai ao São João vai pra ver o que Forró...... e por que no Rock in rio temos que ouvir axé!!! 
Não a culpo por isso e acho que alienação é fruto de pura linguagem barata, a maior culpa de tudo isso é da organização, esperamos 10 anos para acontecer esse festival e o que ele fazem misturam tudo e expõem os fãs e os artistas a se engalfinharem, feio isso Rock in Rio, muito feio. Façam o evento de rock para quem gosta de rock como são os demais eventos por todo o mundo, no fim ninguém merece garrafada d’água ou vaias ao não ser a organização!!! Paga-se caro pra curti um evento como esse, por que ainda termo que ouvir o que não estamos com vontade????!!


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